15 março 2007

A internet está substituindo o contato físico ?



A revista Istoé trouxe na capa a matéria: "Amor na internet", falando sobre as relações amorosas que começaram na internet e seus desfechos, alguns como o da ex-modelo de 50 anos Isabel Stasiak que descobriu que amor virtual - 44 anos, carioca, engenheiro de uma estatal - era casado e quando revelou isso a esposa, o rapaz romântico e elegante que ela conheceu na internet, quebrou-lhe os dentes e o barraco foi parar na polícia. Outros casos como o da professora Andréia Nunes tiveram um final feliz, quatro meses depois de conhecer seu namorado - ele maorando na Suiça e ela no Brasil - Andréia foi buscá-lo no aeroporto. O romance emplacou e depois foi a sua vez de pisar na Europa. Casaram, têm uma filha e conseguiram convencer amigos e familiares de que o amor entre eles não era somente “fogo de palha” da internet.

Olhando esses casos e outros citados pela reportagem vem a seguinte pergunta: "A internet realmente pode ser uma boa maneira de se relacionar com as pessoas ou ela está substituindo o abraço, o aperto de mão, o olho no olho, enfim o contato físico ?"

"Estima-se que existam no Brasil cerca de 30 sites de relacionamento com aproximadamente cinco milhões de internautas navegando neles.

Por que se paquera e se namora tanto através da internet? Por que tanta gente, homem ou mulher, jovens e maduros, heterossexuais ou gays marcam encontros com quem conhecem apenas virtualmente? Por que tudo isso acontece numa sociedade onde cada vez mais vêm a público violências morais e físicas cometidas justamente nesses encontros a partir daquilo que os especialistas chamam de “namoro teclado”?

Uma resposta é óbvia: a internet é hoje a grande sedutora. Uma fria, impessoal, mas interessante e útil sedutora com todos os maravilhosos e indispensáveis serviços que oferece, e não poderia ser diferente nos seus sites de paquera, convivência e namoro. E como toda ferramenta de sedução pode funcionar para o bem ou para o mal.
A segunda resposta é comportamentalmente mais rica e paradoxal: seja por carência, solidão, timidez, depressão, impulsividade, ansiedade e medo de ficarem sós, as pessoas estão, cada vez mais, buscando companhia – e a moderna arma das relações sociais que entra nesse vazio emocional chama-se internet. Ela cumpre uma função fundamental de aproximar pessoas num mundo cada vez mais interligado e, assim, consegue evitar que muita gente mergulhe em estados de espírito depressivos – já evitou por exemplo, com suas salas de bate-papo, que a professora universitária Nancy Farrwell se suicidasse nos EUA.

Há, porém, o outro lado. Pessoas se tornam internetólatras, dependentes físicas e químicas dela a ponto de a psiquiatria ter criado um novo segmento de estudo somente para esse campo. O grande paradoxo é que dispara o número de usuários dos sites de convivência e namoro, embora as pesquisas mais recentes apontem que somente 2% dos relacionamentos que se iniciam virtualmente dão certo na vida real – dentro dessa exígua porcentagem incluem-se felizes e estáveis casamentos. “Antes, a paquera rolava no barzinho da moda, hoje é pela internet”, diz a psicóloga Luciana Nunes, que atua no Psicoinfo, o mais procurado serviço de orientação aos aficionados por relacionamentos eletrônicos em São Paulo. “A internet preenche carência e solidão, e isso é bom. Mas, por outro lado, se a pessoa estiver constantemente vulnerável, sem as informações que o corpo fornece as defesas psíquicas e emocionais costumam baixar nos relacionamentos virtuais”, diz a psicóloga Andrea Seixas Magalhães, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Ou seja: as chances de perder a razão e se deixar levar ao sabor das carências diante de um computador são maiores sem o contato físico.E isso explica o aumento de violências cometidas, de forma premeditada, por “psicopatas eletrônicos” que se escondem virtualmente nos sites de paquera e bate-papo. “Esses criminosos se aproveitam da fragilidade e abertura emocional das pessoas”, diz Ubiraci Pires da Silva, delegado titular da Delegacia de Crimes Eletrônicos de São Paulo.

Nas últimas três semanas, o sinal de alerta máximo foi aceso no País a
partir de histórias de amor que começaram romanticamente no mundo quente e aconchegante da virtualidade e acabaram em mesas frias e reais do Instituto Médico Legal. Na cidade de Natal, a corretora de imóveis Célia Damasceno, 42 anos, foi vítima de uma quadrilha que se valeu do Orkut (site de relacionamento do Google, um dos melhores do mundo) para atraí-la amorosamente. Ela começou a se corresponder com um jovem, entusiasmou-se e passou a confiar nele, e do entusiasmo e da confiança brotou a paixão – sobretudo porque o moço, lábia não nos lábios que falam, mas nas mãos que teclam, também se dizia apaixonado. Marcaram um encontro para um churrasco na praia de Genipabu e, de lá, Célia nunca mais retornou. Ela usava tanto e tão compulsivamente o computador que até deixou-o ligado quando saiu de casa para o churrasco e ligado ele permaneceu ao longo de sua ausência. Não mais seria ela a desligá-lo. A sua filha entrou na página da mãe no Orkut em busca de alguma pista e suspeitou de um garoto. Inteligentemente, criou então um falso perfil, combinou de vê-lo pessoalmente e avisou a polícia. Todos foram presos. Célia fora assassinada a pauladas.

"A internet é um bom meio sim de conhecer as pessoas, mas deve-se tomar muito cuidado entre a barreira que separa o virtual do real, não se pode acreditar em tudo o que encontramos na rede, muitas pessoas criam personalidades falsas na rede para tirar proveito de outras ou até para cometer crimes, como foi o caso da Célia, em hipótese alguma podemos substituir a convivência física pela companhia de uma máquina.

A bíblia diz em Mateus 24:12: "E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará. Com isso também esfria o contato, o carinho, o afeto uns pelos outros, em nossas orações, vamos pedir que Deus nos ajude a aproveitar tudo de bom que a internet pode nos oferecer, mas sem cair nas armadilhas disfarçadas que existem na world wide web".


fonte: Istoé

2 comentários:

Claudia Lis disse...

Olá,

Acredito sim que em muitos casos a Internet está substituindo o contato físico, como informa a matéria. Mas considero que esse fato depende muito de como a pessoa faz uso dessa tecnologia.
No meu caso, aconteceu justamente o oposto. Após eu ter adquirido uma conta no Orkut, passei e encontrar mais os meus amigos de rotina, já os amigos que eu não tinha tanto contato passei a revê-los. A tecnologia da Internet está sendo muito boa para mim nesse sentido. Estou ampliando o meu círculo de relacionamento e também os contatos físicos.
A Internet não deve ser considerada uma barreira (nos relacionamentos, no caso), pelo contrário, ela abre portas. Só vai depender de como o indivíduo a aproveita.

Gostaria que visitasse o meu Blog quando tiver um tempinho.

Até mais

Anônimo disse...

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